Entrevista a Jorge Elias Pérez Rubio o atleta com mais internacionalizações da escola Shaolin Kung Fu A Dança do Dragão


De onde veio a sua motivação e interesse pelo Wu-Shu / Kung-Fu?
A minha motivação surgiu com os filmes e as series de Wu-Shu / Kung-Fu, com muita pouca idade já via filmes de artes marciais e uma serie chamada mesmo Kung-Fu. Aos 5 anos de idade pedi a minha mãe para me levar a uma academia de artes marciais porque estava interessado em aprender. Depois de passar por várias academias diferentes de Karaté, Taekwondo e Kung-Fu, finalmente levaram-me à escola de artes marciais chinesas Shaolin Kung-fu A Dança do Dragão.
¿Considera que esta modalidade é difícil de treinar?
Não é uma modalidade difícil, peso que não existe uma idade para começar. A forma de treino melhora gradualmente as tuas habilidades físicas e coordenação psicomotora, força, elasticidade e memória, posso dizer que é umas das modalidades mais completas.
Esta modalidade aproximou-te à cultura chinesa?
Garantidamente que sim, este interesse cresceu muito após a minha primeira visita a China no ano 2006, em ambiente competitivo.
Tiveste alguma figura desta arte que tivesse despertado um sentido especial, é verdade que chegas a desenvolver uma grande amizade com o teu treinador e colegas de treino?
Meu mestre Yunys Zapata foi o meu único mestre desta modalidade, hoje sou o seu discípulo e continuo a treinar e dar aulas baixo a sua tutela. É inevitável estabelecer mais do que uma simples amizade, o teu mestre converte-se em mais um pai e os teus colegas passam a ser irmãos, pela convivência e tempo de treino. Ainda hoje em dia existe um sentido de ajuda e cooperação entre todos para seres sempre melhor.
O Kung-Fu / Wu-Shu é um método de defensa pessoal, em que momento é um método de defensa pessoal e em que momento deixa de sê-lo?
Para mim não é só um método de defensa pessoal, é um sistema de crescimento integral e ao mesmo tempo é uma disciplina desportiva.
¿Qué objetivos atingiu com esta modalidade?
Sou atleta representante da minha escola de artes marciais chinesas a Escola Shaolin Kung-Fu a Dança do Dragão e da Venezuela, com destaque a nível nacional e internacional. Participei em 5 competições mundiais de Kung-Fu / Wu-Shu tradicional, nos quais foi possível ter um total 3 medalhas de ouro, 5 medalhas de prata e 3 medalhas de bronze, e atingi o pódio em vários campeonatos internacionais, sul-americanos e outras competições internacionais. Atualmente vivo nos Estados Unidos da América, já fiz alta competição durante dois anos consecutivos numa das maiores ligas de artes marciais em USA chamada NASKA, onde consegui ser campeão, durante esses dois anos, atingi o título de Campeão Mundial na disciplina de Kung-Fu, representando o pais onde vivo agora.
Como se sente ter representado o seu país e agora representar USA nas competições internacionais?
Para mim é um motivo de orgulho, ter representado a Venezuela nos mundiais de Kung-Fu Tradicional nos anos 2006, 2008, 2010 e 2012, e aos Estados Unidos de América no ano 2017.
No momento que chegaste a ser campeão mundial por primeira vez, qual foi o sentimento?
Foi um momento muito importante para mim e para todos os que me seguem, mas sobre tudo, para o meu mestre, quem sentiu muito orgulho por ver o seu trabalho de treinador reconhecido ao mais alto nível. Isso encheu-me de muita alegria.
Quais são os teus ídolos no Kung-Fu?
Quando eu era criança, tive muitos ídolos dentro da nossa escola de artes marciais, no entanto, o mais representativo é, e sempre será, meu mestre Yunys Zapata.
Qual é o sentido e que aporte tiveram as artes marciais a tua vida?
Treinar artes marciais (Kung-fu) foi o melhor que me aconteceu na minha vida. Depois do êxito que atingi no Kung-Fu foram muitas as oportunidades que surgiram, agora estou em USA representando também este país ao mais alto nível e com muito sucesso ao atingir o pódio na representação em competições internacionais que já participei.
O que diria a uma pessoa que não conhece esta modalidade para motivá-lo a iniciar os treinos de Kung-Fu?
Explicar-lhe-ia todos os benefícios que tive na minha vida, na minha saúde.
Tens alguma ideia de como será o teu futuro neste desporto?
Já com 35 anos de idade estou em processo de retirar-me a nível competitivo. Provavelmente, participe ainda no Campeonato Mundial de Kung-Fu Tradicional do ano 2021 e será a despedida a esta minha fase de competição.
Entretanto, já iniciei também uma nova fase da minha vida, como treinador. Pois recentemente aceitei um convite para dar aulas a um grupo de crianças de uma comunidade chinesa radicada na cidade onde moro.
É verdade que na tua infância e adolescência o Mestre João Nelson Gonçalves de Sousa, representante, na Ilha da Madeira, Portugal, da Escola de artes marciais chinesas "Shaolin Kung-Fu a Dança do Dragão, chegou a ser um dos teus favoritos atletas, explica-nos que sentes ser agora o seu ídolo depois de triunfar em todos estes competições mundiais. Qual é a tua opinião quando dizem seres o Cristiano Ronaldo das Artes Marciais, em particular do Kung-Fu?
Sim é verdade João Nelson era um dos meus ídolos da nossa escola, não só pela maneira de executar as formas / esquemas, que eram sempre com muito boa qualidade, mas também pelos excelentes combates, porque sempre foi um dos melhores. Lembro-me nas competições nacionais, fazia questão de ficar até tarde para aguardar os combates da categoria de cinturão negro de adultos para ver a João Nelson combater, é um honra comparar-me com o melhor futebolista do mundo.
Agora que a escola "Shaolin Kung-fu A Dança do Dragão" tem representação em vários países, que sentes ver o tu Mestre Yunys Zapata visitar por primeira vez Europa, especificamente a Ilha de Madeira, Portugal, local onde estão a organizar vários eventos, lado a lado com o mestre João Nelson o teu antigo colega de treino.
Sinto-me muito orgulhoso e feliz de que muitas pessoas em Portugal possam beneficiarem dos seus ensinamentos porque para mim, é mesmo um dos melhores mestres de Kung-Fu do mundo.



